Carrascal foi a principal referência do Flamengo na vitória contra o Mirassol pelo Brasileirão: marcou um golaço aos 13 minutos e participou diretamente do segundo gol, com assistência para Paquetá. A atuação do colombiano deu volume ao jogo e compensou oscilações coletivas.
O time rubro-negro teve um primeiro tempo superior, com a defesa praticamente sem sustos e o goleiro raramente exigido. Houve uma chance clara perdida na etapa inicial, mas, de modo geral, a equipe controlou bem a transição ofensiva e criou as melhores oportunidades.
O panorama mudou no segundo tempo. O Flamengo caiu de rendimento, perdeu o controle do meio e deu espaços ao adversário. Duas alterações feitas ainda na segunda etapa não surtiram o efeito esperado: os jogadores que entraram aos 27 minutos pouco produziram e o time ficou mais previsível.
O jogo também deixou um problema prático: Pulgar precisou ser substituído aos 30 minutos do primeiro tempo após sentir a coxa, e o substituto imediato também se lesionou e foi trocado no intervalo. A sequência evidencia preocupação com a profundidade do meio-campo e com o manejo físico do elenco.
No saldo, a vitória foi construída com um primeiro tempo de qualidade e com a presença determinante de Carrascal, mas a queda de rendimento e as lesões acendem um sinal sobre a necessidade de ajustes na rotação e na opção por alternativas que mantenham a intensidade nas etapas finais.