Aos 20 minutos do primeiro tempo, o meia colombiano Carrascal foi expulso no confronto entre Flamengo e Palmeiras, no Maracanã. Em uma dividida com o zagueiro Murilo, o jogador levantou o pé acima do nível da jogada e atingiu o rosto do adversário. O árbitro Davi de Oliveira Lacerda mostrou cartão vermelho direto, decisão que o comentarista de arbitragem PC Oliveira, da Globo, considerou correta.

A expulsão amplia um padrão preocupante: é a terceira do atleta na temporada. Carrascal já havia sido expulso na Supercopa do Brasil, contra o Corinthians, após acertar o rosto de Breno Bidon com um soco, e no clássico com o Fluminense, pelo Campeonato Brasileiro, por uma tesoura em Guga. Em abril, as duas ocorrências anteriores foram levadas ao julgamento do STJD, e a diretoria do Flamengo puniu o jogador em ambas as ocasiões.

A perda do jogador aos 20 minutos altera automaticamente a estratégia e a dinâmica do time em campo, obrigando a equipe a reorganizar-se com um atleta a menos. Além do impacto imediato na partida, a repetição de faltas graves coloca uma conta esportiva para o clube: desfalques por suspensão, desgaste tático e necessidade de resposta disciplinar por parte da comissão técnica e da direção.

Mais do que um lance isolado, a sequência de expulsões de Carrascal levanta questões sobre controle emocional e temperamento dentro do elenco. Para a diretoria, trata‑se de um problema que já teve repercussão interna e judicial; para o treinador, é uma complicação que pode custar pontos em jogos decisivos. Resta ver se o episódio será tratado apenas como mais um episódio pontual ou como sinal de que medidas mais rígidas são necessárias.