O meia colombiano Jorge Carrascal apresentou um pedido público de desculpas após ser expulso aos 20 minutos do primeiro tempo na derrota do Flamengo por 3 a 0 para o Palmeiras. O cartão vermelho veio direto, depois de uma solada que acertou o rosto do zagueiro Murilo com a partida ainda em 0 a 0, deixando o time carioca com um jogador a menos e em desvantagem numérica desde o início.

Em publicação nas redes sociais, Carrascal afirmou estar arrasado e pediu desculpas aos torcedores, aos companheiros e à comissão técnica, reconhecendo que a emoção de disputar cada lance o levou a um erro que prejudicou o time. A resposta pública busca reduzir o desgaste, mas não apaga as consequências imediatas dentro de campo.

Trata‑se da terceira expulsão do jogador na temporada. Antes, ele havia sido excluído da Supercopa do Brasil, contra o Corinthians, por um soco em Breno Bidon, e expulso no clássico com o Fluminense por dar uma tesoura em Guga. Em abril, Carrascal foi julgado no STJD por essas ocorrências; a diretoria já aplicou punições internas e, por causa das suspensões, ele chegou a desfalcar o Flamengo em quatro jogos consecutivos.

O episódio reforça um padrão de indisciplina que começa a pesar mais do que o talento em campo. Para além do pedido de desculpas, a sequência de expulsões obriga o clube a avaliar consequências disciplinares e critérios de convivência no elenco, enquanto o treinador e a diretoria lidam com o custo esportivo e a perda de um jogador em partidas decisivas.