Aos 20 minutos do primeiro tempo, Carlos Carrascal recebeu cartão vermelho direto e deixou o Flamengo com um jogador a menos no Maracanã, abrindo caminho para a derrota por 3 a 0 para o Palmeiras. Apesar do pedido público de desculpas, a expulsão foi determinante para o desfecho e reacende a cobrança sobre a disciplina do meia.

O episódio trouxe à tona a reincidência: trata-se da terceira expulsão de Carrascal em pouco mais de quatro meses desde sua estreia na temporada, contabilizando cartões diretos sofridos contra Corinthians (Supercopa) e no Fla‑Flu pelo Brasileiro. Curiosamente, são os mesmos três atos disciplinares que se equiparam ao número de gols que ele marcou em 2026 — contra Vasco, Cruzeiro e Grêmio.

O problema, porém, não é exclusivo ao período no Brasil. O histórico inclui expulsões no River Plate — entre elas um vermelho na semifinal da Libertadores contra o Palmeiras em 2021 — e episódios na Rússia pelo Dynamo Moscou e em partida antes da sua transferência para o Flamengo. No clube carioca, Carrascal já foi multado pelas expulsões anteriores e teve um gancho de quatro jogos julgado no STJD; a direção promete nova punição interna e o jogador corre risco de suspensão mais longa por reincidência.

Tecnicamente valioso e por vezes decisivo, o colombiano vê agora seu capital de confiança se esgotar pela irregularidade comportamental. O corpo técnico, que no vestiário qualificou o lance como imprudência, terá de decidir se mantém o jogador com espaço para erros ou passa a exigir rigidez disciplinar. Fora de campo, a repetição de expulsões aumenta o custo esportivo do Flamengo e complica o planejamento do time enquanto busca recuperar pontos na tabela.