Sérgio Florenciano, cartoleiro de Ponta Porã (MS) e torcedor do São Paulo, transformou março em lucro: com 398,91 pontos, venceu a Liga Premiada mensal no nível Prata da categoria FREE e levou um cartão de compras de R$ 2 mil. O desempenho foi sustentado por uma aposta clara na defesa: 17 dos 20 titulares que escalou entre os zagueiros garantiram o bônus de saldo de gols (SG).

Dos 398 pontos totais, 85 vieram apenas dos SGs — um ganho decisivo em um ano em que o bônus ficou mais raro. O Cartola 2026 reduziu as oportunidades de SG para cerca de dois terços do volume de 2025 (50 ocasiões contra 75), e o número de jogadores que marcaram com SG caiu na mesma proporção (289 ante 432). A escassez do bônus elevou o valor estratégico de acertar defesas confiáveis.

Além da cobertura defensiva, Sérgio apostou em nomes de faro de gol e teve canhotos como Canobbio aparecendo em três das quatro escalações do mês: o uruguaio do Fluminense terminou entre os atacantes mais pontuados, com 46,70 pontos. No meio, Arrascaeta funcionou como opção de confiança, mesmo fora da seleção dos melhores de março. O cartoleiro admite que costuma decidir escalações em cima da hora e que a ousadia e leitura de momento foram cruciais.

A Liga Premiada de 2026 está repaginada: premia mensalmente vencedores FREE e PRO em quatro níveis (Bronze, Prata, Ouro e Diamante) e permitirá inscrições até 28 de outubro. Para quem joga Cartola, a lição de março é prática: com SGs mais escassos, a atenção à defesa e a combinação com atacantes decisivos virou diferencial competitivo — e, para alguns, receita garantida.