O atacante Germán Castillo deixou o Maracanã com a perna marcada por um corte provocado pelas travas da chuteira adversária após a vitória do Fluminense por 2 a 1 sobre o Operário-PR, nesta terça-feira, pela Copa do Brasil. O lance ocorreu nos acréscimos e terminou em protesto do jogador contra a arbitragem.
Desde a partida: Castillo se antecipou para tirar a bola numa dividida e Pedro Vilhena, do Operário, atingiu o argentino por cima da jogada, arrastando a sola da chuteira da canela até a coxa. O impacto deixou um corte longo, e o atacante caiu sentindo dores. O árbitro optou por aplicar cartão amarelo ao autor da falta.
No gramado, Castillo recebeu atendimento médico e, ao fim do jogo, foi até a equipe de arbitragem para mostrar o sangramento e manifestar inconformismo com a punição. No vestiário do Maracanã o atendimento foi retomado para tratar os cortes. A partida garantiu ao Fluminense a classificação na Copa do Brasil e, segundo o clube, mais R$ 3 milhões em premiação.
Além do desconforto físico, o episódio reabre discussão sobre critérios em divididas que deixam jogadores lesionados. Pelos próximos dias a comissão médica do Flu deverá acompanhar o atleta para avaliar a necessidade de cuidados adicionais antes do jogo contra o São Paulo, marcado para sábado, às 19h, pelo Campeonato Brasileiro.