Contratado do Lanús por US$ 10 milhões — além de cerca de US$ 3 milhões em impostos que o clube terá de arcar — Rodrigo Castillo chegou ao Fluminense com expectativa elevada e se transformou, em pouco tempo, em problema de gestão para o departamento de futebol. Relacionado para o jogo da eliminação contra o Vasco, o argentino viu Hulk, John Kennedy e Cano serem acionados e não saiu do banco.

A perda de espaço não se explica apenas pela presença dos concorrentes: Castillo chegou a ficar fora de três partidas por desconforto no adutor da coxa direita, mas, mesmo quando disponível, foi preterido nas últimas convocações do técnico Zubeldía. São 19 jogos no clube, com três gols e uma assistência — números que não correspondem ao peso financeiro da contratação.

Sua melhor atuação foi na Vila Belmiro, contra o Santos, quando marcou de cabeça e deu o passe para outro gol na vitória por 3 a 2. Fora esse pico de rendimento, no entanto, o atacante alternou momentos discretos e terminou como opção abaixo de nomes que já vinham sendo utilizados. A situação evidencia uma inconsistência técnica que complica o retorno sobre o investimento.

Além do aspecto esportivo, o caso abre questão sobre planejamento e critério nas contratações: um reforço de custo recorde que não se impõe gera pressão sobre a gestão e exige resposta rápida, seja na recuperação de rendimento do jogador, seja em ajustes táticos que o valorizem. Até lá, o Fluminense convive com a contradição entre gasto e retorno em uma posição sensível do elenco.