A Confederação Brasileira de Futebol formalizou nesta quinta-feira uma representação junto ao Ministério Público de São Paulo pedindo investigação criminal contra Alexandre Domênico, conhecido como Alê, presidente da torcida organizada Gaviões da Fiel. A medida foi motivada por uma postagem do dirigente em rede social que, segundo a CBF, tem caráter intimidatório em relação à arbitragem.
No documento encaminhado ao MP, a entidade pede a instauração de procedimento investigatório ou a requisição de inquérito policial, apontando possibilidades de enquadramento por ameaça, incitação ao crime e por violação da Lei Geral do Esporte. A CBF também solicitou providências urgentes de proteção às equipes de arbitragem nos próximos jogos do Corinthians, incluindo segurança em estádios, hotéis e deslocamentos, e pediu à Justiça medidas para impedir o acesso de Domênico às imediações das partidas.
Alê, em nota, disse que a publicação foi feita “de cabeça quente” como torcedor e negou a intenção de ameaçar, afirmando que não falava em nome da organizada. Antes da representação da CBF, membros do MP se reuniram com o vice da Federação Paulista e determinaram que o dirigente se manifeste em até cinco dias sobre o conteúdo da postagem e seu contexto.
O canal adotado pela CBF reforça o entendimento da entidade de que críticas à arbitragem fazem parte do futebol, mas não podem ultrapassar limites que comprometam a independência e a segurança dos profissionais. Além do possível desdobramento criminal, a confederação pediu que sejam avaliadas medidas cíveis e coletivas contra a organizada — uma ação com potencial de restringir a atuação do grupo nos dias de jogo. O Corinthians enfrenta o Mirassol nesta sexta, às 20h, na Neo Química Arena.