A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) encaminhou nos últimos dias as minutas do novo contrato de Carlo Ancelotti, que deve estender o vínculo do treinador com a Seleção até a Copa do Mundo de 2030. Fontes ouvidas pela imprensa apontam que falta apenas a formalização — os advogados do italiano ainda analisam os documentos — e o anúncio pode sair nos próximos dias.

O acordo foi desenhado em duas etapas: um primeiro vínculo de dois anos e uma renovação automática por mais 24 meses, garantindo a permanência até 2030. Segundo a CBF, Ancelotti não terá aumento salarial e seguirá recebendo quase R$ 5 milhões por mês; o técnico, porém, pediu reajuste para integrantes de sua comissão técnica.

A CBF considera a renovação uma formalidade após acertos nas últimas semanas.

Contratado em maio de 2025, Ancelotti soma dez partidas no comando da Seleção, com cinco vitórias, dois empates e três derrotas. O retrospecto ainda é curto e irregular, o que torna a aposta da CBF uma aposta clara por estabilidade e por um projeto de longo prazo, mesmo diante de desempenho que mistura sinais positivos e resultados preocupantes.

No currículo, o treinador tem histórico de sucesso nos clubes europeus: é o técnico com mais títulos da Liga dos Campeões e o único a conquistar ligas nos cinco principais países do continente. É esse capital técnico que a CBF aponta como justificativa para transformá-lo no pilar de uma nova mentalidade na Seleção.

A continuidade traz clareza ao planejamento rumo aos próximos ciclos, mas também eleva a cobrança: manter um técnico consagrado sem reajustar seu próprio salário, enquanto se assegura aumento para a comissão, exige explicações públicas sobre prioridades e impacto financeiro. Caso os resultados não acompanhem a expectativa, a decisão poderá ampliar a pressão sobre a diretoria.

Advogados de Ancelotti ainda analisam o contrato antes da assinatura.