A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) encaminhou um ofício à Fifa contestando a anulação do gol de Vinícius Júnior na vitória por 3 a 0 sobre a Escócia, em Miami, pelo Grupo C da Copa do Mundo. O lance ocorreu aos 22 minutos do primeiro tempo: após desarme em Jack Hendry, o atacante invadiu a área e converteu o que seria o segundo gol brasileiro, anulado após revisão do VAR.

Nos replays, o atacante aparece tomando a frente do zagueiro e, na sequência, Hendry acerta o pé de Vinícius — o defensor e seus companheiros não chegaram a reclamar de falta. O árbitro mexicano César Ramos foi ao monitor e decidiu anular o gol alegando contato do brasileiro em Hendry. No ofício, a CBF diz reconhecer a experiência do juiz, mas relembra que o mesmo árbitro participou do jogo entre Brasil e Suíça na Copa de 2018, quando um gol validado gerou controvérsia por um contato sobre o zagueiro Miranda.

Apesar da decisão, Vinícius Júnior voltou a balançar as redes e Matheus Cunha ainda marcou, consolidando o 3 a 0 que garante a liderança do Grupo C. A atitude formal da CBF não mudou o placar, mas transforma o lance em tema institucional: trata-se de questionamento sobre consistência e critérios de revisão do VAR em jogos de alto impacto.

O Brasil agora encara o Japão na segunda-feira (29), em Houston; a equipe de arbitragem para as oitavas ainda não foi anunciada. Ao levar o caso à Fifa, a CBF busca explicações e registra um desconforto que pode alimentar pedidos por maior transparência e padronização das decisões de vídeo no torneio.