A Confederação Brasileira de Futebol divulgou a análise do árbitro de vídeo sobre o lance que resultou na expulsão do capitão do Remo, Marllon, aos 24 minutos do primeiro tempo contra o Santos, no Mangueirão. Inicialmente o árbitro Anderson Daronco aplicou apenas o amarelo; após o chamado do VAR, comandado por Marco Aurélio Augusto, o lance foi revisto por possível DOGSO (impedir oportunidade óbvia de gol) e a cor do cartão foi alterada para vermelho. O Santos venceu por 1 a 0, com gol de Rony no segundo tempo, e avançou na competição.
O Remo formalizou nesta quarta a discordância com a expulsão. Em nota, o clube afirma que, no início da jogada, seu capitão teria sido puxado por um adversário e que o lance não foi considerado pela arbitragem. O documento também aponta que, no vídeo do VAR divulgado pela CBF, é possível ouvir a voz de uma mulher orientando pela expulsão — argumento que o clube classifica como inconsistente com as diretrizes discutidas em reunião recente na própria entidade.
Além da contestação ao conteúdo do áudio, o Remo criticou diretamente a atuação do VAR Marco Aurélio, citando participação anterior dele como VAR na partida entre Vitória e Palmeiras, em 29 de julho de 2026, episódio que foi alvo de questionamentos. Diante do conjunto, o clube anunciou que vai protocolar representação junto à CBF e à Comissão de Arbitragem para buscar providências e medidas que, segundo o texto do clube, evitem prejuízos semelhantes ao futebol da região amazônica.
Tecnicamente, a expulsão mudou a dinâmica do confronto e deixou o Remo com desvantagem numérica por boa parte do jogo, algo decisivo em mata-mata. Politicamente e institucionalmente, o episódio alimenta exigência por maior transparência nos procedimentos de VAR — especialmente na gestão de áudio e na escalação recorrente de profissionais questionados — e força a Comissão de Arbitragem a responder de forma objetiva às contestações para preservar a credibilidade do sistema.