A CBF divulgou na noite desta sexta-feira o áudio da checagem do VAR que resultou na anulação do gol do Grêmio contra o Botafogo, nos acréscimos. No registro, o árbitro de vídeo Thiago Duarte Peixoto convoca a árbitra de campo Edina Batista e descreve a revisão como "factual", informando estar diante de um impedimento de 1 centímetro.

O lance — que teria garantido o empate ao Tricolor — foi invalidado com base na medição semiautomática adotada pela tecnologia. Em nota, a Comissão de Arbitragem classificou como correta a recomendação do VAR por se tratar de uma revisão factual. Do lado gremista, dirigentes e torcedores reclamaram da marcação, argumentando que o ponto apontado no corpo do jogador não aparece com clareza na imagem divulgada.

A divulgação do áudio amplia a transparência do processo, mas também alimenta o debate técnico sobre limites e percepção da ferramenta semiautomática. Para parte do público, a margem de um centímetro expõe o grau de interferência da tecnologia em lances decisivos e reabre a discussão sobre tolerância e comunicação visual nos anúncios oficiais.

No mesmo áudio, a equipe de arbitragem também avaliou a possibilidade de expulsão de Matheus Nascimento por um tapa em Vitinho, mas afirmou não ter convicção de que a agressão atingiu o rosto, mantendo a decisão de campo. O episódio mostra como, além do impedimento milimétrico, outras jogadas polêmicas passaram por revisões curtas e inconclusivas.

Politicamente, o caso tende a reforçar a pressão por explicações mais didáticas da CBF sobre o funcionamento e os parâmetros da tecnologia. Enquanto a entidade sustenta a correção técnica, a imagem divulgada e a reação gremista deixam em aberto a necessidade de ajustes na comunicação para reduzir conflito com clubes e torcidas.