A CBF publicou na noite de domingo os diálogos entre o árbitro Felipe Fernandes de Lima e a equipe do VAR referentes à vitória do Palmeiras por 1 a 0 sobre a Chapecoense. Dois lances revisados nos minutos finais dominaram a conversa: aos 49 minutos foi anulada uma cabeçada de Ítalo que inicialmente havia sido validada, e aos 61 minutos o árbitro acabou marcando pênalti a favor da Chapecoense.

Os áudios trazem a sequência: na primeira avaliação Felipe Fernandes narra que o zagueiro Murilo não participava da jogada e a equipe do VAR inicialmente corrobora. Ainda assim, ao rever o vídeo no monitor o árbitro mudou de entendimento, considerando que houve empurrão que tirou a possibilidade de disputa do defensor e anulou o gol. O comentarista de arbitragem PC Oliveira avaliou que a anulação foi erro, posicionamento reproduzido nos debates após a divulgação.

Na segunda revisão o VAR recomendou checagem de uma disputa entre Khellven e Neto Pessoa, e o juiz assinalou pênalti — cobrança de Bolasie que acertou o travessão e manteve o placar em 1 a 0. No primeiro tempo, o cartão vermelho direto a Allan do Palmeiras por pisão em disputa com Giovanni Augusto permaneceu como decisão de campo, sem revisão pelo VAR.

A liberação das conversas oferece maior transparência, mas também expõe contradições no processo decisório: a confirmação inicial seguida de retrocesso ao rever imagem reforça questionamentos sobre critérios e consistência no uso do vídeo. Do ponto de vista da tabela, o resultado mantém o Palmeiras na liderança, mas as imagens e os áudios prometem alimentar o debate sobre padrões de intervenção e confiança na arbitragem.