A CBF tornou público o áudio da sala do VAR sobre a expulsão de Jorge Carrascal no duelo entre Flamengo e Palmeiras, pela 17ª rodada do Brasileirão. A gravação evidencia que o árbitro de vídeo orientou a manutenção do cartão vermelho aplicado por Davi de Oliveira Lacerda, citando risco à integridade do adversário.
No diálogo, o responsável pelo VAR, Caio Max, observa que, embora houvesse toque na bola, a sequência terminou com a sola da chuteira atingindo o peito e o rosto do jogador Murilo, considerado uma zona sensível. A força do impacto e a exposição ao risco foram apontadas como motivos para manter a decisão de expulsão.
O cartão direto ocorreu aos 21 minutos do primeiro tempo, quando o placar ainda estava zerado. Com um homem a menos, o Flamengo cedeu espaço e sofreu três gols — Flaco López abriu, Allan e Paulinho ampliaram —, fechando a partida em 3 a 0 a favor do Palmeiras. O resultado aumentou a vantagem do líder para sete pontos: 38 a 31, com o Flamengo ainda tendo um jogo a menos.
Além de definir o resultado imediato, a divulgação do áudio é um termômetro político e técnico: reforça a transparência da arbitragem, mas também evidencia como uma expulsão altera rapidamente a dinâmica de um clássico. Para o Flamengo, a sequência penaliza a busca pela liderança e amplia a pressão por respostas da comissão técnica e do elenco.