A lesão na panturrilha de Neymar dominou o início da preparação da seleção brasileira para a Copa do Mundo de 2026, mas a confederação decidiu manter o atacante entre os 26 convocados. O presidente da CBF, Samir Xaud, reiterou que a comissão técnica de Carlo Ancelotti e a equipe médica têm autonomia para definir o grupo e que a entidade não está cogitando promover qualquer corte neste momento.
Samir afirmou que a CBF acompanha a rotina do trabalho, mas respeita as decisões do treinador e da comissão. Segundo a entidade, a manutenção do camisa 10 foi adotada com base nas avaliações internas e na convicção de que o atual elenco reúne as melhores condições para a competição. A declaração busca encerrar especulações sobre possíveis alterações de última hora na lista.
O amistoso contra o Panamá, no Maracanã, foi apresentado pela CBF como uma forma de reforçar a conexão com a torcida antes do embarque da delegação nesta segunda-feira. A seleção ainda fará um teste em Cleveland contra o Egito, no dia 6, antes de estrear na Copa, dia 13, diante do Marrocos, em Nova Jersey. A sequência de jogos servirá para aferir a condição física dos atletas e o nível de entrosamento do time.
Manter uma estrela com problema muscular é uma opção compreensível sob o prisma da confiança técnica, mas também carrega risco político e esportivo: caso Neymar não esteja em condições de jogo ou comprometa a preparação coletiva, a CBF e a comissão poderão sofrer questionamentos públicos sobre critérios e gestão de elenco. Por enquanto, a decisão é clara: a confiança em Ancelotti e na avaliação médica prevalece.