A Confederação Brasileira de Futebol decidiu nesta semana não cortar Neymar da seleção de imediato após a confirmação de um estiramento grau 2 na panturrilha direita. Em Teresópolis, a comissão técnica e o departamento médico concordaram em dar ao atacante do Santos um prazo de 15 dias para mostrar evolução e ficar à disposição para a Copa.
O cronograma estipulado pela CBF aponta que esse prazo coincide com o limite de troca na lista de 26 convocados — até 24 horas antes da estreia, com menção ao dia 12 de junho como prazo prático para a primeira partida diante de Marrocos. A avaliação será contínua e condicionada à resposta do jogador ao tratamento iniciado na Granja Comary.
O episódio expôs um desconforto institucional: a CBF afirmou ter se sentido enganada após o Santos ter informado, antes da convocação, que Neymar apresentava apenas um edema e estaria apto a treinar. O clube, por sua vez, manteve que compartilhou todos os exames. O conflito de informações aumenta a pressão sobre a preparação e sobre a relação entre clubes e seleção.
No plano esportivo, a decisão mantém ao menos a opção de contar com Neymar já nas fases iniciais do torneio, mas cria uma nuvem de incerteza sobre a logística e a estratégia da equipe. Sem o atacante, o Brasil terá os amistosos contra Panamá e Egito como testes práticos; a perspectiva de substituição segue prevista pelo regulamento em casos de lesão comprovada até 24 horas antes da estreia.