A Confederação Brasileira de Futebol anunciou nesta quinta-feira (14) a renovação do contrato de Carlo Ancelotti, que seguirá no comando da seleção até a Copa do Mundo de 2030. O treinador italiano, que desembarcou no Brasil em maio de 2025, disse que pretende dar continuidade ao trabalho e agradeceu a recepção do país, afirmando que ambos — ele e a entidade — querem mais tempo para construir resultados.
Em um balanço objetivo, o período de Ancelotti à frente da seleção soma dez partidas: cinco vitórias, dois empates e três derrotas. São números que sustentam a decisão da CBF por continuidade, mas também oferecem margem para críticas: a federação optou pela estabilidade em vez de uma troca que poderia sacudir a preparação a menos de um ano do Mundial de 2026.
A próxima etapa prática do trabalho será a convocação dos 26 atletas que irão ao Mundial, marcada para segunda-feira (18), às 17h, no Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro. O Brasil está no Grupo C da Copa de 2026, com estreia contra Marrocos no MetLife Stadium, em Nova Jersey, no dia 13 de junho; a segunda partida será contra o Haiti, na Filadélfia, às 21h30; o encerramento da fase de grupos ocorre em 24 de junho, contra a Escócia, no Hard Rock Stadium, em Miami.
Politicamente e esportivamente, a renovação reduz o risco de mudanças de última hora e dá ao técnico margem para ajustar a equipe. Ao mesmo tempo, manteve o foco em resultado: com desempenho misto até aqui, Ancelotti terá as convocações e a campanha no torneio como termômetro para justificar a confiança recebida. Para a CBF, a aposta é por continuidade; para parte da torcida e da imprensa, a expectativa é de que isso se converta em desempenho claro na Copa.