O Atlético-MG sofreu um golpe severo nos minutos iniciais do jogo contra o Ceará, no Castelão. Aos quatro minutos, o jovem volante Mamady Cissé derrubou Fernandinho na entrada da área; o árbitro Matheus Candançan marcou pênalti e aplicou o cartão vermelho direto. A decisão deixou o time mineiro com um ambiente tenso e reduzido para o restante da partida.
Na cobrança, Alex Silva bateu no canto e abriu o placar para o Ceará. A pressão dos jogadores do Galo sobre a arbitragem não mudou o veredito. Especialistas em arbitragem, como Paulo Cesar de Oliveira, consideraram correta a expulsão, por falta de disputa direta na jogada, consolidando a penalização como um erro de solução, não de interpretação.
O lance estreia um risco prático para o Atlético: com a vantagem de 2 a 1 obtida no jogo de ida, o time precisa agora apenas do empate para avançar às oitavas. Entretanto, a desvantagem numérica em campo complica a administração do jogo e exige ajustes táticos imediatos; qualquer derrota por dois gols elimina o Alvinegro mineiro, e uma derrota por um gol leva a decisão para os pênaltis.
Além do impacto imediato no resultado, a expulsão põe em evidência a inexperiência que às vezes pesa em jogos decisivos. Cabe à comissão técnica conter o desgaste psicológico e reorganizar a equipe dentro de campo — falhas como essa têm custo prático e político no projeto do clube, que precisará fechar as brechas sem depender de heroísmo individual.