O apelido 'CeluVAR' resumiu, com ironia, o episódio que marcou o empate sem gols entre Old Boys e Godoy Cruz pela segunda divisão argentina. Nos últimos minutos, o árbitro Nicolás Lamolina assinalou pênalti para o Godoy Cruz — e, depois de uma longa paralisação, voltou atrás ao assistir um vídeo exibido em um celular entregue por jogadores do Old Boys.

Segundo relatos da partida, a paralisação se estendeu o suficiente para que um membro da comissão técnica registrasse o lance, entregasse o celular a um atleta e este insistisse para que o juiz visse o replay. Sem VAR disponível na competição, foi essa intervenção externa que levou Lamolina a anular a marcação.

O caso corrige um erro pontual, mas lança luz sobre um problema estrutural: a falta de instrumentos oficiais de revisão obriga a arbitragem a improvisar ou aceitar intervenções informais. A solução improvisada evita uma penalidade injusta, mas foge a protocolos e pode criar precedentes pouco transparentes.

Mais do que o resultado em campo, o episódio alimenta o debate sobre a adoção do VAR nas divisões inferiores e a necessidade de regras claras para revisões e interferências externas. Até lá, o 'CeluVAR' fica como símbolo de uma solução paliativa e do limite entre tecnologia e regulamentação.