O Bahia ampliou a sequência ruim ao perder por 2 a 1 para o Cruzeiro na Arena Fonte Nova e somou o quinto jogo seguido sem vitória. Luciano Juba abriu o placar para o Tricolor, mas Kauã Moraes e Kaique Kenji viraram para o time mineiro. O elenco deixou o campo sob vaias e a partida intensificou a cobrança sobre o trabalho do treinador.
Na coletiva, Rogério Ceni explicou que a partida foi equilibrada, mas admitiu queda de produção e perda de confiança do grupo. Segundo o técnico, o time teve oportunidades para ampliar a vantagem, não fez a cobertura defensiva necessária em lances pontuais e cometeu mais erros que o habitual. Ele também reconheceu que a frustração da torcida é compreensível diante da falta de resultados.
Questionado sobre o futuro à frente da equipe, Ceni evitou transformar a resposta em novidade e remeteu a avaliação ao âmbito da diretoria, afirmando que segue buscando soluções no dia a dia. O treinador apontou que há aspecto técnico e emocional afetados e que é preciso mudar a chave com alternativas táticas e mais confiança para reconquistar o público.
A derrota também acende o sinal esportivo: é a pior sequência do Bahia em 2026, com 22 pontos no Brasileiro e risco de perder posição na tabela dependendo do complemento da rodada. Além disso, a campanha na Copa do Brasil complicou: após perder o jogo de ida para o Remo por 3 a 1, o Bahia precisa vencer por ao menos dois gols de diferença na volta, quarta-feira às 21h30 no Mangueirão, para levar a decisão às penalidades.