O Bahia encerrou a sequência de jogos-treino antes do retorno do Campeonato Brasileiro com derrota por 2 a 0 para o Fluminense, no Maracanã. Hulk e Cano marcaram para o time carioca, e o técnico Rogério Ceni avaliou o confronto como útil na preparação, mas disse ter saído incomodado com a atuação da arbitragem.
Ceni reclamou do gol do Bahia anulado ainda no primeiro tempo, em cobrança de escanteio que originou o tento de Erick. Segundo o treinador, o árbitro adotou interpretações inconsistentes ao apontar faltas em lances nos quais, na avaliação do clube, não houve contato decisivo. O treinador havia pedido árbitro de fora do Rio e criticou a opção pelo quarteto local — Jodis Nascimento de Souza, Thiago Filemon Soares, Naiara Tavares e o quarto árbitro Thiago Ludugério — por causa da sensação de parcialidade.
O comandante lembrou, porém, que o jogo também teve decisões favoráveis ao Fluminense: avaliou que o pênalti marcado sobre Samuel Xavier na segunda etapa foi correto e reconheceu que, como amistoso-teste, a partida serviu para observar ajustes táticos e ritmo de jogo. Ainda assim, ressaltou que anulações e checagens conflitantes minam a seriedade do confronto e tiram parte do sentido da viagem de mais de 2.000 km para o elenco.
O Bahia tem agora quatro dias para trabalhar antes do confronto adiado contra a Chapecoense, sexta-feira, às 19h30, na Arena Fonte Nova. A crítica de Ceni coloca em evidência um problema recorrente para clubes que viajam longas distâncias: além do desgaste físico e logístico, decisões controversas da arbitragem podem transformar partidas preparatórias em fonte de desgaste emocional e técnico às vésperas de jogos oficiais.