A Chapecoense voltou nesta sexta a Medellín para inaugurar o memorial erguido no Cerro Chapecoense, ponto da queda do avião que levava a delegação na noite de 28 para 29 de novembro de 2016. Quase dez anos depois do maior acidente aéreo da história do esporte, a cerimônia abriu uma agenda de homenagens que culmina no décimo aniversário da tragédia.
Entre os integrantes da delegação estava Neto, um dos seis sobreviventes do voo de 2016, que teve encontro emotivo com Sebastian Osório, voluntário que participou do resgate. Neto lembrou o momento do socorro e disse que rever o homem que o ajudou foi intenso; Osório falou da alegria em ver o ex-jogador recuperado e vivo.
No local foi inaugurado o memorial 'Campeões do Céu', com fotos, relatos e vestígios relacionados às vítimas. A delegação realizou uma oração no ponto exato da queda; o silêncio foi quebrado por aplausos. O parque, que já abrigava uma réplica de avião e destroços preservados, foi estruturado para receber familiares, torcedores e visitantes.
A visita reforça os laços entre a Chapecoense e as comunidades de La Unión e Medellín e integra uma agenda que também incluiu um amistoso contra o Atlético Nacional. Na sequência do acidente, a final da Copa Sul-Americana de 2016 foi cancelada e o clube foi declarado campeão; para o presidente Alex Passos, a ida ao país é motivo de orgulho e de memória às vítimas.
Dos 77 ocupantes do voo, seis sobreviveram; Neto foi, segundo relatos, o último a ser localizado, cerca de seis a oito horas após a queda. O memorial e as cerimônias funcionam como ponto de encontro para lembranças e como expressão da relação afetiva entre a Chapecoense e a Colômbia, em um rito público que busca marcar o respeito às vítimas e à história do clube.