O nome de Che Adams carrega uma curiosa origem: escolhido por sua mãe em referência ao revolucionário Ernesto “Che” Guevara, o batismo nasceu no contexto das buscas pelo corpo do líder, notícia recorrente na época do seu nascimento, em julho de 1996. Adams brinca sobre a coincidência e diz ter sido apenas uma preferência materna — fora isso, a ligação entre ele e o ícone político é apenas nominal.
No campo, Adams construiu trajetória típica de atacante britânico: começou a ganhar visibilidade no Sheffield United, marcou dois gols decisivos contra o Tottenham na Copa da Liga 2014/2015, passou por Birmingham City e firmou-se no Southampton, onde viveu confrontos diretos com Alisson na Premier League. Em 2024/2025 trocou a Inglaterra pela Itália e hoje defende o Torino.
Escolhido para representar a Escócia — país dos avós maternos — Adams chegou a atuar pelo sub-20 da Inglaterra antes de optar pela seleção escocesa. Estreou em 2021 contra a Áustria, esteve nas edições adiadas da Euro 2020 e em 2024, e soma 46 partidas, 11 gols e três assistências. Nas Eliminatórias, participou de todos os jogos e marcou duas vezes contra Belarus.
No Mundial, Adams veste a 10 sob o comando de Scott McTominay e será uma das referências ofensivas do grupo que tem Brasil, Haiti e Marrocos. A Escócia volta a um Mundial após 1998 e aposta em nomes como Adams para equilibrar técnica e presença de área. A estreia é contra o Haiti, em 13 de junho às 22h (horário de Brasília), um teste inicial antes do encontro com adversários de maior peso.