A Fórmula 1 reuniu, nesta segunda-feira, chefes de equipe, executivos das escuderias, representantes da FIA e das fornecedoras de motores para a última rodada de debates sobre possíveis ajustes ao regulamento de 2026. Duas reuniões anteriores haviam acontecido nos dias 15 e 16; agora, as propostas que avançarem deverão ser submetidas a votação eletrônica pelo Conselho Mundial de Automobilismo da FIA.
O centro das discussões é o gerenciamento de energia introduzido pelo novo pacote técnico e de power units: o motor ficou metade combustão e metade elétrico, e alterações na coleta e recarga de bateria deram mais protagonismo ao modo elétrico. Embora isso tenha aumentado o número de ultrapassagens, pilotos e equipes dizem que o comportamento dos carros virou algo excessivamente dependente do sistema de armazenamento e entrega de energia.
A pauta ganhou intensidade depois da forte batida de Oliver Bearman no GP do Japão, um impacto de cerca de 50G que expôs a diferença de velocidades entre carros e reacendeu demandas por medidas de segurança. Pilotos alertaram para situações em que variações de velocidade em retas podem provocar colisões de grande violência, e a questão pesou no tom das conversas entre as partes.
Toto Wolff, chefe da Mercedes, defendeu uma abordagem cirúrgica nas mudanças — priorizando ajustes precisos em vez de intervenções abrangentes que possam desequilibrar o campeonato — enquanto o presidente da FIA elogiou a contribuição direta dos pilotos para o debate. Se aprovadas, as alterações poderão alterar a dinâmica das corridas e puxar decisões técnicas das equipes e fornecedores, que terão de conciliar espetáculo e proteção.