A demissão de Liam Rosenior, anunciada na última quarta-feira, pode ampliar mais uma vez o custo da instabilidade no Chelsea. Segundo a imprensa inglesa, as sucessivas substituições de treinadores fizeram o clube ultrapassar a marca de 188 milhões de euros em compensações — valor que supera R$ 1 bilhão — e transforma escolhas esportivas em encargo relevante no balanço.

Rosenior, de 41 anos, assinou contrato em janeiro com vínculo até 2032, e a rescisão pode gerar uma multa de até R$ 157 milhões ao clube. Na prática, o montante a ser pago dependerá das cláusulas contratuais, mas o episódio evidencia como acordos longos, sem um plano técnico consistente, podem representar risco financeiro substancial.

O histórico recente ilustra o problema: Antonio Conte custou cerca de 30,5 milhões de euros quando saiu em 2018; José Mourinho aparece entre os mais onerosos, com pagamento de 27 milhões de euros em 2007 e outros 9 milhões em saída posterior. Thomas Tuchel recebeu 17,6 milhões de euros, Graham Potter 15,3 milhões e Mauricio Pochettino 11,7 milhões. Esses números somam mais do que uma estatística: apontam para um padrão de decisões de curto prazo com preço alto.

Enquanto o clube procura substituto — com Calum McFarlane no comando interino e nomes como Andoni Iraola e Edin Terzic sendo cotados — a conta vai além do campo. A sucessão de demissões pressiona a gestão financeira, compromete planejamento esportivo e exige resposta da direção sobre como conciliar ambição em competições com sustentabilidade e coerência no projeto técnico.