A China produziu a maior surpresa da fase final da Liga das Nações feminina ao vencer de virada os Estados Unidos por 3 sets a 2, nesta quinta-feira (23), em Macau. As parciais foram 25/15, 23/25, 20/25, 25/17 e 15/13. Nona colocada ao fim da fase classificatória, a seleção anfitriã só entrou nas quartas porque o regulamento garante vaga ao país-sede — e transformou essa vantagem logística em classificação esportiva ao eliminar a líder do torneio.
O resultado sacode a previsão de favoritos: a derrota americana abre caminho para uma semifinal entre China e Turquia, marcada para sábado (25), às 8h30 (horário de Brasília). A Turquia já havia confirmado sua força ao vencer o Canadá por 3 a 1 nas quartas (22/25, 25/21, 25/21 e 25/17). Para times que trabalharam a fase classificatória com base em desempenho, a presença da anfitriã expõe a volatilidade do torneio e complica projeções de chave.
A primeira semifinal, às 5h de sábado, vai reunir Brasil e Itália. A seleção brasileira, terceira colocada na fase inicial, passou às semis com uma virada sobre o Japão por 3 a 1 (24/26, 25/22, 25/16 e 25/20). Em especial, Ana Cristina foi decisiva: foram 30 pontos no jogo, sendo 25 de ataque, três de bloqueio e dois de saque. Para o Brasil, a partida contra a Itália volta a ser o principal obstáculo rumo ao título inédito — as italianas somam títulos recentes e chegaram a ser campeãs em 2022, 2024 e 2025.
O impacto prático da zebra chinesa é direto: além de eliminar uma favorita, o resultado muda trajetórias em um torneio curto, com pouca margem para erro. Para as seleções mais regulares, a surpresa reforça a necessidade de ajustamentos táticos imediatos; para o público, aumenta a imprevisibilidade das semifinais. As decisões serão definidas em horários matinais (horário de Brasília), com Brasil x Itália abrindo as semis e China x Turquia logo depois.