A estreia da Copa do Mundo 2026 trouxe, além dos jogos, uma tendência que imediatamente roubou a atenção: chuteiras rosas. Marcas líderes do setor apostaram numa cartela vibrante para que os pés dos atletas se destacassem no gramado e na transmissão televisiva. A estratégia teve resultado visível já na abertura, quando dez titulares da Coreia do Sul entraram em campo com modelos na tonalidade.
Fabricantes como Nike, Adidas, Puma e New Balance lançaram coleções especiais para o torneio. Profissionais envolvidos no desenvolvimento afirmam que cores mais ousadas transmitem confiança aos atletas e aumentam a visibilidade do produto. Estudos internos citados pelos fabricantes apontaram que o rosa contrasta com o verde do campo e sobressai diante das camisas das 48 seleções, nenhuma das quais adota o tom como cor principal.
O movimento convive com a tradição dos grandes astros: jogadores de elite seguem usando modelos exclusivos encomendados por seus patrocinadores — exemplo de Messi, Cristiano Ronaldo e Christian Pulisic. Há ainda regras específicas: a Fifa exige que árbitros utilizem as chuteiras pretas fornecidas pela fornecedora oficial, o que ressalta a divisão entre uniformidade institucional e iniciativas comerciais das marcas.
Do ponto de vista do mercado, a presença massiva do rosa funciona como tática de diferenciação num ambiente saturado de patrocínios e imagens. A cor amplia o espaço publicitário natural das transmissões e pode acelerar vendas e percepção de marca. Ao mesmo tempo, a tendência acentua a batalha por atenção entre fornecedores e craques com contratos personalizados, transformando um detalhe estético em elemento estratégico dentro e fora de campo.