A eliminação da Itália para a Bósnia na rodada decisiva da repescagem europeia virou assunto nos principais veículos da Europa. A imprensa não poupou adjetivos ao descrever o novo fracasso da Azzurra: trata-se, segundo os jornais, da terceira ausência seguida da seleção italiana em Copas do Mundo — recordada em confrontos com Suécia, Macedônia do Norte e agora a Bósnia.
O jogo em Zenica foi definido por episódios que pesaram no resultado: Moise Kean abriu o placar para a Itália, mas a expulsão de Bastoni aos 41 minutos do primeiro tempo complicou a estratégia de Gattuso. No segundo tempo, Tabakovic empatou aos 33 minutos e a partida foi levada à prorrogação. Nos pênaltis, erros de nomes como Pio Esposito e Cristante selaram o destino da Azzurra.
A vergonha, a humilhação.
Os editoriais foram diretos. O diário francês estampou um seco 'Adeus, Itália'. O principal jornal esportivo espanhol falou em 'O maior drama do futebol', enquanto o jornal português classificou como 'tragédia' o novo fracasso. Na Itália, títulos e colunas falaram em vergonha, humilhação e numa sequência que já começa a ser tratada como um ciclo de crise institucional do futebol nacional.
Mais do que a derrota em campo, o resultado abre um debate sobre projeto e governança: inédita para uma potência do futebol, a ausência consecutiva em Mundiais expõe falhas na formação, na renovação e na escolha de lideranças técnicas. A eliminação amplia a cobrança sobre Gattuso e sobre a federação, que precisam oferecer respostas concretas para recuperar credibilidade entre torcedores e patrocinadores.
Do outro lado, a Bósnia volta a um Mundial e tem nomes celebrados pela imprensa local — o papel de Amar Dedi foi citado como decisivo para o retorno, que os jornais lembraram acontecer doze anos após a primeira presença. Para a Itália, a conta agora é estrutural: não basta explicar o erro em uma noite; é preciso reformular caminhos para evitar que a expressão 'Azzurra fora' volte a se repetir.
Adeus, Itália.