A Cidade do México amanheceu em clima de tensão com novas manifestações a uma semana da abertura da Copa do Mundo de 2026. A ação mais simbólica foi a derrubada e o vandalismo contra estátuas de jogadores instaladas na Avenida Paseo de la Reforma, ocorrida em meio a bloqueios de vias e atos que vêm ganhando força na capital.

Os protestos são liderados por professores em greve, que exigem respostas do governo federal e pressionam com ameaças de paralisação durante o torneio caso não haja solução. Outros grupos — entre eles familiares de cerca de 130 mil pessoas desaparecidas, agricultores e caminhoneiros — anunciaram que aproveitarão a visibilidade internacional para reforçar reivindicações e planejam novos bloqueios.

A mobilização põe em xeque não apenas a segurança imediata, mas também a logística do Mundial no México. O país será sede de 13 das 104 partidas, com cidades como Monterrey e Guadalajara sob alerta para possíveis atos nos arredores das arenas. Autoridades já enfrentam o desafio de garantir transporte, acesso e integridade de público e delegações.

O contexto de instabilidade é agravado por episódios recentes de violência: em fevereiro, confrontos relacionados à prisão e morte de um líder de cartel deixaram cerca de 70 mortos, lembrando o risco de escalada. Com o primeiro jogo marcado para 11 de junho, no estádio Azteca (México x África do Sul), a situação transforma-se num teste de capacidade do governo para controlar a agenda do evento e preservar a imagem internacional do país.