A Escócia voltou a vencer em Copas do Mundo após 36 anos: o 1 a 0 sobre o Haiti, com gol de John McGinn, colocou os escoceses na liderança do grupo C com três pontos. A sequência, porém, será exigente: Marrocos e Brasil aparecem na tabela e transformam o próximo compromisso, em Boston na sexta-feira às 19h (de Brasília), em um termômetro real das ambições do time nas fases finais.

Na véspera do duelo com os marroquinos, o técnico Steve Clarke evitou comparar os adversários e afirmou que o confronto mais difícil é sempre o próximo. Segundo o treinador, Marrocos e Brasil são seleções de alto nível — cada uma com estilo próprio — e a Escócia precisa estar no seu melhor para competir. Clarke também disse que a equipe vê vantagem em atuar sem o peso de favorita, característica que costuma libertá-la em jogos grandes.

O capitão Andy Robertson seguiu a linha do treinador: ressaltou a confiança do elenco e lembrou que um empate pode ter valor prático na luta por classificação. A vitória sobre o Haiti não apaga as exigências do grupo — mas abre a possibilidade concreta de a Escócia alcançar, pela primeira vez, a fase de mata-mata, caso mantenha a consistência diante dos rivais mais fortes.

Do ponto de vista tático e psicológico, a opção de Clarke em não hierarquizar adversários tem dupla leitura: protege o time de comparações inúteis e preserva foco, mas também deixa claro que cada confronto exigirá preparo máximo. Para seguir sonhando com a classificação histórica, os escoceses terão de transformar a leveza do papel de azarão em um jogo de alto rendimento contra duas das melhores seleções do grupo.