O Santos vive um bloqueio contra os rivais justamente quando a temporada exige respostas imediatas. Em sete clássicos disputados neste ano o time somou quatro empates e três derrotas, sem qualquer vitória diante de Corinthians, Palmeiras e companhia. O efeito prático é claro: a equipe chega a Itaquera no domingo em situação delicada no Brasileirão e com a eliminação na Copa do Brasil como ameaça real.
O cenário da tabela faz a sequência ser ainda mais pesada. O Corinthians aparece em décimo lugar, com 32 pontos, enquanto o Santos é o 14º, com 26 — apenas dois pontos acima do Mirassol, primeiro dentro da zona de rebaixamento. Cuca já sinalizou que a prioridade é o Brasileirão; o treinador terá o retorno de Neymar, preservado no jogo diante do Palmeiras no Nubank Parque, e deve voltar a contar com Gabigol no time titular.
Além do desgaste no Campeonato Brasileiro, o Santos enfrenta um obstáculo histórico na Copa do Brasil. Depois da derrota por 3 a 0 para o Palmeiras na ida, o Peixe precisa marcar ao menos três gols no jogo de volta para levar a decisão aos pênaltis — algo que não acontece contra o rival desde 2014. A última vitória do Santos por três gols ou mais sobre o Palmeiras data de 2006, o que reforça a dimensão do desafio.
O conjunto das falhas em clássicos expõe problemas táticos e de produção ofensiva que não se resolvem apenas com a volta de astros. Se a derrota em Itaquera confirmar nova má fase, a equipe pode entrar na zona de rebaixamento e ampliar a cobrança sobre o comando técnico e a diretoria. A alternativa é uma reação imediata e mudanças de abordagem que reduzam a dependência de soluções individuais em partidas de alta pressão.