O Comitê Olímpico do Brasil promoveu, nesta quarta-feira (08), uma cerimônia no Copacabana Palace que consolidou cinco nomes no Hall da Fama do COB: Oscar Schmidt, Ricardo Santos, Emanuel Rego, Alex Welter e Lars Björkström. A noite marcou também a oficialização das novas categorias de Duplas e Equipes, uma alteração que reconhece o caráter coletivo de várias conquistas olímpicas brasileiras.

Oscar Schmidt, ícone do basquete nacional, foi o primeiro a ser lembrado. Conhecido como 'Mão Santa', o atacante, recordista de pontos em competições olímpicas e presença em cinco edições dos Jogos, foi representado pelo filho Felipe Schmidt. A condução do tributo teve a participação de Hortência Marcari, integrante do Hall e referência histórica da modalidade, e contou com a presença do presidente da Confederação Brasileira de Basquete, Marcelo Sousa.

O Hall da Fama preserva a memória do esporte e reconhece quem abriu caminhos para as próximas gerações.

A inclusão de Alex Welter e Lars Björkström destacou o papel transformador da vela para o esporte nacional. Campeões na classe Tornado em Moscou-1980, a dupla venceu o ouro e encerrou um jejum olímpico de 24 anos sem títulos do Brasil desde Adhemar Ferreira da Silva, em 1956. A estreia da categoria Duplas e Equipes no Hall da Fama foi celebrada ao som de 'Canção da América', e a dupla foi conduzida ao palco por Marcelo Ferreira, bicampeão olímpico.

Também receberam homenagem Ricardo Santos e Emanuel Rego, nomes que ajudaram a consolidar o vôlei de praia como referência mundial. A cerimônia reuniu familiares, ex-atletas e autoridades do esporte e foi marcada pelo discurso do presidente do COB, Marco La Porta, que ressaltou a importância de preservar a memória esportiva como pilar para o futuro do movimento olímpico brasileiro.

Os nomes escolhidos em 2025 pela Comissão Avaliadora entram agora para um acervo institucional que busca inspirar novas gerações. Mais do que celebração individual, a noite no Copacabana Palace serviu como reafirmação de que, para o COB, o reconhecimento histórico passa pela valorização de trajetórias que moldaram a presença do Brasil nos Jogos.

Meu pai está honrado; ele sempre valorizou defender a seleção brasileira mais do que uma carreira na NBA.