A corrida em Baku, que vinha tranquila até a 30ª volta, foi sacudida por duas interrupções em sequência. Alexander Albon bateu na curva 6 na volta 30 e acionou o safety car; a neutralização permitiu paradas estratégicas de pilotos como Antonelli e do então líder George Russell entre as voltas 21 e 32.

Na relargada, na volta 36, a situação piorou: Max Verstappen conseguiu ultrapassar Oscar Piastri e assumiu a vice-liderança, mas poucos metros depois Franco Colapinto travou os pneus na entrada da curva 1, acertou Pierre Gasly e desencadeou um engavetamento que também eliminou Lando Norris da disputa. Lawson e Lindblad se tocaram no mesmo episódio, mas seguiram na prova.

Não acredito, cara, tantos pontos desperdiçados

O incidente forçou nova troca de pneus por alguns pilotos e a bandeira verde só voltou a ser agitada na volta 39. Russell manteve a liderança e Piastri ficou na terceira posição; Verstappen e Hadjar, que largaram da parada com pneus médios, não conseguiram recuperar as colocações que buscavam. Pelo rádio, Gasly resumiu a frustração: "Não acredito, cara, tantos pontos desperdiçados."

Após a corrida, a direção de prova puniu Colapinto com acréscimo de 10 segundos no tempo final e perda de cinco posições no grid da próxima etapa, uma penalidade que amplia o custo esportivo do erro. O duplo incidente em Baku redesenha a tática de pneus e paradas para equipes que perseguem pontos num circuito onde incidentes alteram rapidamente a corrida.