Cole Houshmand, 25 anos e 1,90 m, voltou a chamar a atenção no circuito ao derrotar Gabriel Medina na decisão da etapa de Fiji, em Cloudbreak. O californiano fechou a bateria decisiva com somatório de 16,87 e carimbou a terceira vitória de sua curta trajetória na elite da World Surf League, num desempenho que confirma seu crescimento desde a estreia no CT.
A relação entre os dois tem um caráter quase simbólico: Houshmand era fã declarado de Medina na infância e chegou a encontrá‑lo em 2013, quando tinha 12 anos, durante uma gravação na Califórnia. Da admiração juvenil à vitória sobre o ídolo, passa uma trajetória marcada por referências claras — sem que isso tenha eliminado a rivalidade esportiva na água.
A rápida ascensão do americano começou em 2024, quando estreou no CT e venceu em Bells Beach. Em 2025 ele voltou a festejar um título na elite nas areias de Saquarema, no Brasil, numa final contra o compatriota Griffin Colapinto. O estilo irreverente e o visual chamativo também ajudaram a construir sua imagem junto ao público, mas nem sempre se traduziu em regularidade nos resultados.
Esse contraste aparece no ranking: apesar das três vitórias, Houshmand ocupa a 17ª posição, reflexo de desempenhos inconsistentes entre os eventos. A vitória em Fiji reforça o potencial competitivo do atleta, mas também expõe a necessidade de mais regularidade para subir na tabela. O circuito segue agora para Trestles, na Califórnia, entre 11 e 20 de setembro — uma próxima parada em casa que pode ser usada para consolidar o momento.