Facundo Colidio desembarcou no Rio de Janeiro para assinar com o Vasco e assume a responsabilidade de dar respostas imediatas a uma questão que se arrasta: a instabilidade da camisa 9. Em São Januário, o atacante chega como esperança de interromper uma sequência de nomes que passaram sem conseguir se firmar e sem oferecer regularidade ao setor ofensivo.

Revelado nas categorias de base do Boca Juniors, Colidio, 26 anos, foi adquirido jovem pela Inter de Milão e acumulou passagens por clubes europeus e argentinos, como o Sint-Truiden, o Tigre e o River Plate. A diretoria vascaína aposta sobretudo na versatilidade do jogador: ele pode atuar como centroavante fixo ou aberto pelas pontas — característica vista como possível solução para um ataque que carece de movimentação e alternativas.

O histórico recente do número 9 no clube tem sido marcado por rotatividade. Jogadores como Pedro Raul, Sebastián Ferreira e Matheus França vestiram a camisa com expectativa, mas tiveram passagens curtas e desempenho aquém do necessário para estabilizar a posição. O caso de Vegetti, que ofereceu retorno positivo, é lembrado, mas ele utilizou o 99 — sinal de que o 9 segue sem dono claro.

A cobrança que acompanha Colidio é proporcional à urgência do Vasco em encontrar um centroavante confiável. Se a adaptação e o aproveitamento forem imediatos, o clube ganha recomposição ofensiva e alívio para a diretoria que insiste em acertar um nome para o posto. Caso contrário, a rota de tentativas pode se repetir, mantendo a pressão sobre comissão técnica e elenco e obrigando o clube a novas buscas no mercado.