Pierluigi Collina, responsável pelo comitê de arbitragem da Fifa, veio a público rejeitar qualquer influência externa sobre os árbitros escalados para a Copa do Mundo. A declaração ocorre após questionamentos públicos, entre eles críticas feitas pelo ex-presidente dos Estados Unidos sobre o árbitro brasileiro Raphael Claus, que apitou a eliminação dos EUA, e após polêmica no duelo entre Argentina e Egito.

Collina reforçou a legitimidade das decisões relativas ao confronto que terminou com um gol anulado do Egito após intervenção do VAR e com a validação de um tento argentino contestado. Segundo ele, o uso do VAR segue o princípio de revisar faltas que possam ter impacto direto na construção do lance, independentemente de quando tenham ocorrido ou da distância até o gol, e que alguns lances permanecem marcados pela subjetividade da interpretação do árbitro.

O chefe de arbitragem também alertou para o efeito deletério de acusações à integridade dos árbitros, lembrando que insinuações públicas podem gerar reações que vão além do campo. Em paralelo aos esclarecimentos técnicos, a federação egípcia apresentou protesto formal à Fifa, enquanto a cobertura internacional mantém o foco na clareza e consistência dos protocolos de revisão.

A cena expõe um dilema institucional: a necessidade de transparência para reduzir suspeitas e o limite das próprias ferramentas tecnológicas diante de decisões subjetivas. Ainda que Collina defenda a aplicação das regras, a repercussão política e a queixa formal aumentam a pressão sobre a Fifa para detalhar critérios e evitar erosão de confiança num momento decisivo do torneio.