A República Democrática do Congo decidiu manter a rotina de preparação para a Copa do Mundo de 2026 mesmo após um alerta dos Estados Unidos exigindo que a delegação se isole por 21 dias antes de entrar no país. Autoridades americanas avisaram que, sem a manutenção dessa bolha sanitária, a entrada da equipe nos EUA pode ser negada.
O pedido de isolamento foi repassado por representantes americanos à delegação congolesa, mas um porta-voz do time afirmou que não houve alteração no cronograma. A programação segue com amistosos marcados na Europa — contra a Dinamarca em Liège, na Bélgica, e o Chile em Cádiz, na Espanha — e a sede oficial da equipe será Houston durante o torneio.
A Organização Mundial da Saúde elevou o risco do surto da cepa Bundibugyo para 'muito alto' na República Democrática do Congo e declarou emergência de interesse internacional, após cerca de 750 casos suspeitos e 177 mortes suspeitas registrados. Parte do elenco está baseada na Europa; alguns dirigentes chegaram recentemente ao centro de treinamento na Bélgica vindos do país africano.
Além do recuo na viagem comemorativa a Kinshasa — inicialmente prevista como despedida antes do primeiro Mundial em 52 anos — a tensão entre orientação sanitária e a vontade de manter a agenda expõe um problema prático: se a bolha não for preservada até 11 de junho, conforme a recomendação americana, a participação congolesa em Houston poderá enfrentar impedimentos logísticos e administrativos às vésperas da estreia.