A ampliação do torneio para 48 seleções e a nova lógica de confrontos até a final cumpriram o que se esperava: a competição virou celeiro de recordes. A primeira fase teve 72 partidas — mais do que qualquer edição anterior inteira — e transformou previsões em números concretos.

A explosão de jogos trouxe também uma avalanche de gols: foram 215 só na fase de grupos, superando facilmente o recorde de 172 gols de 2022, e o total já alcança 257 após o primeiro mata-mata. O público acompanhou em massa: mais de 5 milhões de torcedores nos estádios, contra pouco menos de 3,6 milhões em 1994; só a fase de grupos somou mais de 4,6 milhões. O jogo que marcou o milésimo da história foi Tunísia 0 x 4 Japão.

No plano individual, a lista de ícones foi mexida. Miroslav Klose caiu para o terceiro lugar entre os artilheiros históricos; Lionel Messi soma 20 gols (7 nesta edição) e Kylian Mbappé tem 18 (6 em 2026), com os dois ainda vivos na disputa. Mbappé se tornou o maior goleador em partidas eliminatórias de Copa, com 10 gols, e Messi ampliou a série de jogos seguidos com gols, sequência iniciada em 2022.

Outros bastidores curiosos: Cristiano Ronaldo se mantém como o único jogador a marcar em seis Copas diferentes e, aos 41 anos, repete a marca de presença em seis edições, igual a Messi e a Guillermo Ochoa. O espanhol Unai Simón estabeleceu novo recorde de minutos sem sofrer gols em Mundiais (519 minutos), superando Walter Zenga. A edição tem ainda o maior número de viradas (13) e renovou o recorde de gols contra — o egípcio Mohamed Hany anotou dois gols contra, algo inédito desde 1966. E, como avisam os números, muitas dessas marcas ainda podem ser atualizadas nas próximas fases.