A exigência de paradas obrigatórias para hidratação nas duas etapas dos jogos da Copa do Mundo 2026 provocou uma redução mensurável na duração das partidas. Levantamento sobre os 24 confrontos da primeira rodada mostra que, descontado o tempo das pausas, a média ficou em 95 minutos por partida.

O recuo é notável se comparado ao Mundial do Catar, em 2022, quando partidas chegaram a ter média de 101 minutos — e 102 minutos na fase de grupos — em um torneio sem paradas regulamentares para hidratação. No Mundial de Clubes de 2025, realizado também nos EUA, jogos que tiveram pausas registraram média de 97 minutos ao descontar as intervenções.

Casos concretos ilustram o efeito das pausas. Em Dallas, no empate entre Holanda e Japão (2 x 2), a parada para hidratação durou 3 minutos e 16 segundos e o primeiro tempo acabou aos 47min59s; retirando a interrupção, o período efetivo foi de cerca de 44min43s. Em Arábia Saudita x Uruguai a conta levou o primeiro tempo a 44min56s. Em Bélgica x Egito, a pausa do segundo tempo consumiu 3min30s; somadas substituições, o período jogado foi reduzido para 46min35s antes do apito final.

A Fifa anunciou a medida em dezembro de 2025 alegando a necessidade de proteger atletas, com base em experiências prévias no Mundial de Clubes. O dado da primeira rodada mostra, porém, que os árbitros nem sempre compensam integralmente as interrupções, com impacto direto no tempo efetivo de bola em jogo. Além do efeito estatístico, a mudança levanta questões práticas sobre o ritmo das partidas, o planejamento de substituições e a gestão de tempo por parte das equipes — e será um dado a observar nas próximas fases do torneio.