A Argentina conseguiu uma virada épica sobre o Egito e carimbou vaga nas quartas de final da Copa do Mundo 2026. Além do dramalhão do jogo, o resultado confirma um padrão que se repete desde 2010: metade das oito seleções sobreviventes já ergueu a taça mundial.
No chaveamento atual, as ex-campeãs são França (titular de 1998 e 2018), Espanha (2010), Inglaterra (1966) e Argentina (1978, 1986 e 2022). Seus adversários nas quartas — Marrocos, Bélgica, Noruega e Suíça — ainda não chegaram a uma decisão de Copa, o que reforça a assimetria de histórico e experiência entre os confrontos.
O fenômeno não é novo: em 2014, 2018 e 2022 o quadro também privilegiou tradicionais vencedoras, e em 2006 havia até seis campeãs nas quartas. Por outro lado, em 2002 apenas três campeões chegaram entre os oito melhores, lembrando que variações existem e que torneios podem reservar surpresas.
Do ponto de vista esportivo, o peso da história traduz-se em vantagem tática e psicológica para as potências, além de maior margem de erro. Para os adversários sem final no currículo, o desafio é duplo: superar o favoritismo e romper uma barreira histórica que, nos números, tende a manter o favoritismo das seleções tradicionais.