A Copa do Mundo de 2026 tornou-se a edição com mais gols da história do torneio durante a partida do Grupo D entre Estados Unidos e Turquia, na quinta-feira (25). O lateral norte-americano Auston Trusty abriu o placar e anotou o que passou a ser contabilizado como o 173º tento da competição; a Turquia ainda marcou duas vezes no primeiro tempo, elevando o total para 175 gols.
O dado ganha relevo porque o recorde anterior — 172 gols — foi alcançado no Mundial do Catar em 2022 ao longo de todas as 64 partidas. Em 2026, o novo marco foi registrado na 59ª partida. A diferença óbvia: a Fifa elevou o torneio de 32 para 48 seleções, aumentando o número de jogos de 64 para 104 e, com isso, multiplicando oportunidades para balançar as redes.
O presidente da Fifa, Gianni Infantino, comemorou o feito nas redes sociais, ressaltando a emoção e o apelo ofensivo da competição. Ainda que verdadeiro, o argumento deve ser lido com cautela: parte importante do salto estatístico é mecânica, consequência direta da ampliação da tabela, não apenas de uma mudança qualitativa no futebol exibido.
Na prática, o novo recorde tem valor jornalístico e de imagem para a entidade, mas perde força como parâmetro histórico isolado. Para analistas e torcedores, fica o alerta: linhas comparativas entre edições precisam ajustar-se ao novo formato, para que números — como o total de gols — não transformem efeito de escala em prova inequívoca de maior qualidade técnica ou espetáculo.