O Corinthians de Fernando Diniz perdeu fôlego após a pausa para a Copa do Mundo. Antes do Mundial, em 16 partidas, o time somou nove vitórias, quatro empates e três derrotas — aproveitamento de 64,6%. Na retomada, porém, o desempenho caiu para 45,5%: em 11 jogos, apenas quatro vitórias, três empates e quatro derrotas.
A produção ofensiva também caiu: de 20 gols marcados e média de 1,25 por jogo antes da Copa para 11 gols e média de 1,00 depois. A defesa manteve estatísticas próximas (12 gols sofridos antes, nove no período posterior), mas a perda de eficácia no ataque ficou nítida, especialmente com a ausência do artilheiro Yuri Alberto, fora das últimas oito partidas por lesão.
A eliminação na Copa do Brasil pelo Internacional — derrota por 2 a 0 na ida e vitória por 2 a 1 na volta — e as três derrotas recentes no Brasileiro contra Santos, Coritiba e Cruzeiro mostram consequência prática da queda de rendimento. Diniz reconhece que a equipe não tem conseguido transformar desempenho técnico em resultados e pede retomada da intensidade vista contra o Rosario para inverter a sequência.
Com o elenco mais curto e impossibilitado de contratar por transfer bans, o Corinthians enfrenta aumento da pressão em duas frentes: a recuperação no Campeonato Brasileiro e a preparação para as quartas de final da Libertadores, contra o Estudiantes, dia 9 de setembro, em La Plata. Antes, o time recebe a Chapecoense na Neo Química Arena pela 26ª rodada — um resultado positivo se tornou necessidade urgente.