O Corinthians vive um momento de incerteza financeira que já começa a afetar o futebol. A Fifa impediu o clube de registrar novos jogadores devido ao não pagamento relacionado à contratação de José Martínez, e nos bastidores há risco de dois novos transfer bans por dívidas geradas em 2024, no período da gestão de Augusto Melo.

A principal pendência é a cobrança de R$ 42 milhões feita pelo Talleres, da Argentina, pela compra de Rodrigo Garro. A diretoria de Osmar Stabile negocia com Córdoba desde fevereiro, sem consenso. Além disso, o clube calcula R$ 15 milhões para resolver as ações envolvendo Martínez e o volante Charles, contratado do Midtjylland.

A prioridade dada ao pagamento de dívidas de maior impacto — como os repasses a Matías Rojas e ao Santos Laguna por Félix Torres — deixou valores menores em espera e trouxe consequências jurídicas. Há ainda processos que podem gerar novas punições, envolvendo o New York City (empréstimo de Talles Magno) e a compra do zagueiro Cacá ao Tokushima Vortis.

No campo, Fernando Diniz comemorou marca histórica na Libertadores e pediu foco no Brasileirão, mas a turbulência financeira impõe restrições à montagem do elenco e aumenta a pressão sobre a gestão. A necessidade de definir prioridades de pagamento revela um aperto de caixa crescente e expõe a diretoria a custos políticos e operacionais num momento decisivo da temporada.