O Corinthians encerrou 2025 com um rombo contábil de R$ 143,441 milhões, segundo o balanço encaminhado aos conselhos internos. A receita operacional líquida foi de R$ 810,126 milhões, enquanto as despesas operacionais somaram R$ 885,354 milhões, resultado que deixou o clube em déficit apesar de receitas extraordinárias com vendas de atletas.
Entre essas receitas, o clube registrou R$ 107,405 milhões vindos da negociação de direitos federativos, o que elevou o resultado operacional para R$ 13,938 milhões antes de ajustes. Depois de depreciação, amortização e outros efeitos não operacionais, o resultado final foi negativo. O documento também incorporou R$ 205,541 milhões de prejuízos de exercícios anteriores ao patrimônio líquido.
A dívida bruta total caiu para R$ 2,723 bilhões — composta por R$ 2,081 bilhões da dívida do clube e R$ 642 milhões do financiamento da Neo Química Arena. A melhora no perfil do endividamento decorre, em parte, da transação tributária com a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional: o clube conseguiu desconto de 46,6% e pagará R$ 679 milhões de um débito originalmente de R$ 1,2 bilhão, impacto estimado em R$ 127 milhões na dívida total. O acordo coletivo na CNRD também foi citado pelo balanço como fator de alívio.
O período reportado inclui a transição administrativa marcada pelo afastamento de Augusto Melo — que deixou a presidência provisoriamente em 26 de maio e de forma definitiva em 25 de agosto — e a assunção de Osmar Stabile, hoje confirmado após eleição no Conselho Deliberativo. O balanço ainda precisa de aval do Conselho Fiscal, do Cori e do Conselho Deliberativo até o fim do mês, passo necessário para consolidar as contas e a estratégia de ajuste para 2026.