O Corinthians anunciou a demissão de Fernando Diniz após nova sequência ruim no Campeonato Brasileiro. A decisão ocorre após sete derrotas consecutivas no torneio, que deixaram o clube a apenas um ponto da zona de rebaixamento, e após a eliminação nas quartas da Libertadores para o Estudiantes, em jogo disputado em São Paulo.
Diniz deixa o clube tendo dirigido o time em 33 partidas, com 13 vitórias, oito empates e 12 derrotas, rendimento de 47%. Contratado em abril para substituir Dorival Júnior, o treinador já havia sido demitido anteriormente nesta mesma temporada, em fevereiro, pelo Vasco — sendo a primeira vez que um técnico perde o cargo duas vezes no mesmo Brasileirão.
A demissão teve repercussão internacional: o jornal espanhol AS aproveitou o caso para criticar a instabilidade dos clubes brasileiros, destacando que Diniz foi o 19º treinador a sair no Brasileirão de 2026. O contraste apontado pela imprensa estrangeira entre o sucesso continental de equipes como Palmeiras, Flamengo e Fluminense e a alta rotatividade de técnicos chama atenção para um padrão preocupante do futebol local.
Do ponto de vista prático, a troca de comando repete um dilema recorrente: modelos de curto prazo sacrificam planejamento tático e continuidade de trabalho. Para o Corinthians, a diretoria terá de optar agora por uma solução que contenha o declínio imediato sem agravar a instabilidade técnica e administrativa que já vem sendo criticada dentro e fora do país.