A derrota por 3 a 1 para o Fluminense, na Neo Química Arena, escancara o momento crítico do Corinthians. Em uma tarde de chuva e protestos — com pouco mais de 38 mil presentes — o time voltou a decepcionar dias depois da eliminação na Libertadores. Após 28 rodadas, a equipe soma seis derrotas seguidas no Brasileiro e ficou a apenas três pontos do Z‑4, cenário que amplia a tensão sobre técnico e diretoria.

O jogo teve duas faces. No primeiro tempo, o Corinthians repetiu a rotina de deslocamentos laterais e pouca objetividade ofensiva que vem marcando sua campanha. A equipe só mostrou reação após uma alteração de estrutura no intervalo: Iago Machado saiu da zaga e Gui Negão entrou, Raniele recuou e Memphis Depay passou a atuar com mobilidade mais próxima de segundo atacante. Foi o melhor momento dos paulistas, com pressão pelos lados e obrigando Fábio a grandes intervenções.

O empate, aos 10 minutos do segundo tempo, veio em rebote de uma finalização de Memphis — Gustavo Henrique completou na pequena área — mas a virada não se sustentou. Hulk marcou aos 30 e, já nos minutos finais, Kevin Serna decretou o 3 a 1. A equipe voltou a se perder mentalmente após o segundo gol do rival, reflexo tanto de falhas defensivas quanto de uma ausência de alternativas ofensivas quando a referência titular não rende.

No plano institucional, o resultado amplia a cobrança sobre Fernando Diniz, embora o presidente Marcelo Paz tenha reiterado o respaldo ao técnico. A longa pausa da Data Fifa surge como oportunidade — e exigência — para a diretoria buscar soluções táticas e administrativas. Foram erros dentro de campo, mas também um ambiente que pede respostas rápidas se o clube quiser evitar que a crise se aprofunde.