O Corinthians confirmou a vaga às oitavas da Copa do Brasil contra o Barra, mas o resultado positivo não apagou a sensação de desperdício. Fernando Diniz mandou a campo praticamente todo o time titular e, mesmo dominando a posse, teve dificuldade para transformar superioridade em gols. Yuri Alberto, que vinha há nove jogos sem marcar, desencantou aos 38 minutos e fez o único tento da noite.

A opção por preservar apenas Raniele e pelo uso tardio de Matheus Bidu — que só teve minutos no segundo tempo — elevou o custo físico da equipe em um momento de calendário apertado. Com a classificação por 2 a 0 no agregado, o placar dá tranquilidade na ficha, mas a escolha de não rodar mais o elenco expôs riscos: se o adversário fosse mais qualificado, a partida poderia ter virado um problema sério.

No segundo tempo, a entrada de Kaio César deu mais dinâmica ao setor ofensivo, e Rodrigo Garro foi o responsável pela assistência para o gol que carimbou a vaga. Ainda assim, a sensação é de partida burocrática: o Corinthians controlou as ações, não sofreu ameaças reais, mas também não matou o jogo quando teve chance de administrar melhor o desgaste dos titulares.

A consequência imediata é prática: a delegação viaja no sábado para encarar o Botafogo, domingo às 16h, no Engenhão, pela 16ª rodada do Brasileiro — competição em que o time ocupa posição desconfortável, perto da zona de rebaixamento. A decisão de priorizar a Copa da forma como foi tomada acende um sinal de atenção sobre a gestão de elenco e sobre a capacidade de Diniz em equilibrar rendimento e preservação nas próximas semanas.