Em uma noite gelada em Montevidéu, o Corinthians mostrou um aspecto decisivo para qualquer campanha longa: profundidade de elenco. Com a equipe formada majoritariamente por reservas, o Timão foi competitivo diante do Peñarol, controlou boa parte do jogo e saiu com um empate por 1 a 1 que valeu a liderança do Grupo E da Libertadores.
O placar foi aberto pelo Peñarol após escanteio que pegou a defesa alvinegra desprevenida; o Corinthians respondeu com paciência e buscou o empate ainda no primeiro tempo do segundo tempo, quando Labyad aproveitou um rebote. Destaque para Kaio César, Pedro Milans e Labyad, que justificaram a aposta de Fernando Diniz em rodar o elenco. Por outro lado, jogadores como Matheus Pereira, Pedro Raul e Yuri Alberto não tiveram impacto suficiente.
Além do resultado sul-americano, a partida expôs uma urgência que segue fora do continente: a situação no Campeonato Brasileiro. Apesar de garantir a primeira colocação do grupo, o Corinthians volta ao país na 17ª posição, com 18 pontos, abrindo a zona de rebaixamento. A imagem de elenco capaz de responder quando exigido contrasta com a necessidade imediata de pontos em casa.
O empate dá fôlego esportivo e permite rodar peças sem comprometer a vaga continental, mas não resolve o problema nacional. A reta até a pausa para a Copa do Mundo será decisiva: o Timão recebe o Atlético-MG na Neo Química Arena, no próximo domingo, em partida que pode dizer muito sobre a capacidade do clube de transformar a profundidade demonstrada na Libertadores em recuperação no Brasileirão.