O Corinthians fez, no Barradão, o que foi classificado por dirigentes e comentaristas como o pior jogo desde a chegada de Fernando Diniz: empate sem gols com o Vitória em partida truncada e sem criação. O placar de 0 a 0 só foi suficiente para evitar a derrota, mas tornou mais evidente a carência ofensiva da equipe.
O número do jogo ilustra a dimensão do problema: apenas uma finalização na direção do gol — do Vitória, aos 41 minutos do segundo tempo — e nenhuma tentativa corintiana no alvo. A solidez defensiva manteve o resultado, com destaque para Gabriel Paulista e Matheus Bidu, mas a incapacidade de levar perigo revela ausência de solução coletiva no setor ofensivo.
Diniz escalou o que tinha de melhor e promoveu mudanças ao longo do segundo tempo, utilizando as cinco substituições: entraram Matheus Pereira, Allan, Kaio César, Jesse Lingard e Zakaria Labyad. Mesmo assim, o panorama não mudou; as alterações não geraram dinamismo nem incrementaram finalizações, sinalizando problema de cara e de repertório tático.
Com o empate e a vitória do Cruzeiro sobre o Grêmio, o Corinthians caiu para a 17ª posição, a primeira do Z-4 — é a nona partida seguida sem vitória contando a passagem de Dorival Júnior. O resultado acende um alerta sobre a trajetória no Brasileiro e aumenta a pressão por respostas imediatas. O próximo compromisso é contra o Vasco, na Neo Química Arena, em 26 de abril, uma oportunidade que já chega com cobrança por mudanças efetivas.