O Corinthians encara o Internacional nesta quinta-feira, às 20h, na Neo Química Arena, com a missão clara de reverter a derrota por 2 a 0 sofrida no Beira-Rio. Fernando Diniz aproveitou os dois dias de trabalho no CT Joaquim Grava para ajustar a equipe e testar alterações de formação: a principal delas é a provável entrada de Pedro Raul no lugar de Gui Negão, numa tentativa de levar mais presença de área ao time.
As mudanças vão além do homem de referência. Matheuzinho e Matheus Bidu foram orientados a atuar mais adiantados, oferecendo profundidade pelos lados, enquanto Kaio César e Rodrigo Garro têm a missão de atacar com frequência a área adversária. No meio, Breno Bidon recebeu maior responsabilidade na criação, e o volante André aparece como peça de infiltração — um elemento surpresa para quebrar a linha defensiva do Inter. Esses testes foram realizados nas atividades de terça e quarta-feira.
A proposta é nítida: transformar a necessidade de gols em intensidade ofensiva. Mas a opção por laterais mais ofensivos e por maior volume no ataque traz riscos óbvios: exposição nas transições, necessidade de recomposição rápida e exigência física elevada para manter a pressão durante os 90 minutos. Para avançar direto às quartas, o Corinthians precisa vencer por três ou mais gols; um triunfo por dois leva a decisão para os pênaltis, cenário que nivela probabilidades e aumenta o componente de sorte.
Fora do campo, uma notícia que alivia o ambiente: Memphis passou nos exames e está perto de renovar com o clube, informação que pode ajudar na estabilidade do elenco. Ainda assim, o veredicto do jogo será determinante para a sequência da temporada e para o saldo político do trabalho de Diniz: uma eliminação em Itaquera ampliaria as cobranças e diminuiria o espaço para experimentos táticos.